Prefácio


Depois do nada absoluto, criaram-se os céus e a terra, a luz...
No decorrer da transformação houve um confronto; o desajuste criou o antagônico, o inverso, a contraposição, o negativo, o avesso de um sonho, ou seja, "habitou-se", também, as trevas.
Lançaram-se as forças criadoras umas contra as outras; nós, filhos de Deus, fomos levados, conforme o nosso entendimento, pelas forças das marés universais.
Experimentamos, quase sempre, os dois lados, porém um é perfeito, o outro é o seu oposto. Deduz-se que, como marinheiros cósmicos, queremos a luz das constelações para nossa viagem em vez das correntes submersas dos horrores do mundo da morte em vida.
Deus, o Pai, está como farol para ajudar a todos, principalmente os amotinados que desviaram a viagem às trevas.
Eis-me nessa complexidade, palpando a verdade como "cabra-cega", expondo a mim mesmo como espelho, que mostra um ser humano buscando aprumar-se pelo bom caminho, mas envolvido em muitas paixões...
Espero chegar ao Jardim do Éden, do lado oriental, para o "lavrar e o guardar" (Gên. Cap. 2-v. 15).